sábado, 10 de maio de 2014
A discussão sobre pontos de vista em política, considerando como se faz política no país, é muito dificultada e tendente a enganos. São muitos partidos, alguns sem clareza de objetivos; outros identificáveis com legendas ultrapassadas, parte se justificando unicamente por um personagem da história; outros claramente identificados com parasitismo simbiótico ao detentor do poder; mas poucos efetivamente contribuindo para o desenvolvimento de pautas que interessem e beneficiem à maioria. E, para agravar, boa parte envolvidas em esquemas, atuando com representantes no excecutivo, visando a captação de recursos para partido ou para suas lideranças.
Os que estão no poder, praticamente descaracterizados da própria história, agora mais preocupados em não perder o posto; e este propósito impedindo que façam uma auto depuração ou que efetivamente combatam malfeitos.
Qualquer crítica que se faça parece que o mundo vai acabar (e tome discurso: a burguesia ou a mídia querendo derrubar o governo), que estão todos contra a líder, quando na realidade, continua sendo importantíssimo expressar a necessidade de melhoria. Qualquer que fosse o presidente, todos têm direito de criticar erros, exigir melhorias, mais e efetivo sistema de saúde, de segurança, educação, menos impostos.
O que porventura tenha sido bem feito no atual governo não tem por que ser descontinuado num governo liderado por outro partido; não faria sentido. É preciso manter o que se alcançou em termos de apoio social (tomando como exemplo o bolsa-família com crianças nas escolas, o financiamento para a educação superior, e outros), assim como é preciso combater desvios, desperdícios e corrupção; entre outros. E isto deveria valer também para o partido que está no poder, caso consiga a reeleição.
O desafio é enorme: simplificação da estrutura tributária, redução de impostos (elevadíssimos, inibem a geração de riquezas), combate aos desvios e à corrupção, melhoria na educação, saúde e segurança.
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